O Fruto Escondido

 



(Um conto inspirado em sonhos)


Em uma dimensão onde o tempo não governa e a natureza fala em silêncio, havia uma mangueira solitária, plantada sobre solo sagrado. Suas folhas verdes reluziam como espadas de luz, e seus frutos, grandes e aparentemente verdes, exalavam um mistério profundo.


Era dito que aquela árvore não servia para todos. Apenas quem estivesse em sintonia com o invisível poderia saborear seus frutos verdadeiros.


Num amanhecer espiritual, um homem caminhava silenciosamente entre os véus do sonho. Guiado por algo maior do que ele mesmo, parou diante da mangueira. Seu coração sentia que ali havia algo a ser compreendido.


As mangas, embora verdes por fora, pareciam chamá-lo. Ele estendeu a mão, colheu uma. Parecia crua. Ainda assim, confiando no sussurro de dentro, deu uma mordida.


E então... doce.

Madura.

Divina.


Naquele momento, uma revelação tocou seu espírito: nem tudo que parece verde está fora do tempo. Deus oculta bênçãos em cascas simples para testar os olhos da alma.


Ele sorriu. Não pela doçura da manga, mas pelo sabor da descoberta.


Desde então, sempre que alguém duvida do tempo das coisas, ele conta essa história. E deixa no ar a lição que aprendeu entre galhos e mistérios:


“Aquilo que é teu, amadurece quando tua f

é amadurece primeiro.”

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